Rhema ao vivoJornada de Alfabetização e Neurociência na Inclusão13 Ago

ABAArtigo

Como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ajuda no desenvolvimento de Habilidades no Autismo?

A princípio, muitos profissionais procuram se informar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em função dos desafios que a própria condição apresenta. Dessa forma, trabalhadores que atuam na educação e em áreas correlatas são os grandes interessados em saber quais são as formas de proporcionar desenvolvimento a pessoas que vivem com Autismo.

Nesse caso, o enfoque é nas crianças e adolescentes que estão em fase escolar. Afinal, o contexto plural do ambiente pedagógico simboliza um espaço rico para experiências de todos os lados: alunos, professores e demais funcionários da escola.

Portanto, vejam a seguir o que é e como a ABA pode contribuir para o progresso das habilidades presentes no Autismo; e qual o caminho ideal para trabalhar com o público infanto-juvenil vivendo com TEA. Além disso, relembre alguns pontos importantes sobre o transtorno.

ABA é um método ou uma ciência?

Antes de tudo, uma informação que muitas pessoas ainda não sabem: a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) não é um método ou técnica. A ABA é uma ciência, cujo objetivo é estudar o comportamento humano aplicado aos contextos sociais. Inclusive, a ABA também considera e estuda os estímulos antecedentes, as operações motivadoras e as respostas obtidas.

Assim sendo, essa abordagem jamais vai oferecer um conjunto de regras e metas pré-estabelecidas. A ABA é algo complexo para quem estuda e atua profissionalmente se baseando em tais evidências comprovadas pela ciência.

Que pontos da ABA precisam ser conhecidos?

A ABA considera alguns pontos como sendo imprescindíveis para sua aplicação, são eles:

– O comportamento não é passivo de definição qualitativa;

– O comportamento não é limitado ao que pode ser observado;

– A ABA não ignora processos cognitivos e afetivos;

– A ABA não ignora o que há de único e particular no sujeito;

– A ABA não considera o ser humano como um organismo passivo diante do meio.

Qual é o foco principal da ABA?

A ABA analisa com profundidade as possíveis funções de comportamento, tendo como base pilares como a atenção, a obtenção, a fuga e a esquiva. Em outras palavras, os especialistas em ABA observam o porquê de tal comportamento ser adotado.  

Primeiramente, a atenção enfatiza no fato de o paciente obter comportamento atento de forma direta e/ou indireta. Logo depois, a obtenção está voltada para a disposição manifestada pela criança e cujo objetivo final seja ter acesso a algo.

Além disso, a fuga se baseia naquelas pessoas que se comportam de qualquer maneira que seja o suficiente para ajudá-la a sair de uma situação. Por fim, a esquiva se pauta no comportamento adotado de maneira a evitar que uma situação aversiva ocorra.

Como relacionar a ABA com o desenvolvimento de uma criança com TEA?

A sala de aula é um dos locais em que o aluno com Autismo pode ser beneficiado com a ABA. Assim, saber como essa criança aprende é o ponto inicial para proporcionar uma abordagem eficaz em seu contexto.

Dessa forma, os educadores que pretendem trabalhar com esse público devem ter em mente que o processo de ensino de crianças com TEA deve ter os mesmos princípios do ensino de qualquer criança. Ou seja, entendê-la como única e identificar quais são as suas particularidades.

A partir disso, é importante que se faça uma avaliação para saber o que a criança com Autismo já conhece e ainda não. No entanto, vocês nunca devem supor o que o aluno sabe sem antes avaliá-lo.

Outro detalhe é que quanto mais cedo for o estímulo nos primeiros anos de desenvolvimento, maiores serão as possibilidades para a aquisição de habilidades cognitivas, assim como novas aprendizagens. Enfim, o processo tende a ser mais satisfatório, proporcionando aos alunos uma experiência interessante ao longo do percurso pedagógico.

O que fazer para contribuir com o processo de aprendizagem da criança?

– Definir o objetivo de ensino;

– Identificar se os pré-requisitos para desenvolver a atividade proposta já estão instaurados no repertório da criança;

– Adotar passos menores em algumas atividades (em outras palavras, fragmentar determinadas tarefas para facilitar a execução pelo aluno);

– Adotar estratégias que promovam a motivação/estímulo;

– Identificar a necessidade de apoio verbal, gestual ou físico para a realização da demanda proposta.

O que os educadores precisam levar em conta?

Na hora de ensinar, os professores devem ter conhecimento de alguns detalhes do aluno com TEA. Dentre eles, a existência de alguma comorbidade. Nesse sentido, as principais são o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), déficit de linguagem, deficiência intelectual, distúrbio neurobiológico, comportamentos autolesivos, fobias, tiques motores, etc.

Portanto, é fundamental que se tenha essas informações para oferecer aos pequenos e aos adolescentes um ensino de qualidade. Com base na abordagem da ABA, esses educadores podem contribuir muito na trajetória pedagógica da criança, proporcionando o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Então, ficou interessado e quer conhecer mais sobre o assunto? O Grupo Rhema Educação tem o curso de Pós-Graduação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) na Educação de Pessoas com TEA, com aulas on-line e ao vivo.

Bannerr conhecer ABA pos blog

Compartilhe este artigo

WhatsAppX
Ver tudo sobre aba

Continue no tema ABA

Mais conteúdos da Rhema sobre ABA para você se aprofundar.

Continue explorando

Explore os universos da Rhema